sábado, 1 de setembro de 2012

Romeu + Julieta (Romeo + Juliet)


Dir.: Baz Luhrmann; Escrito por Craig Pearce e Baz Luhrmann; Com Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo, Pete Postlethwaite. 1996 - Fox (120 min. - 14 anos)


Não há história de amor mais conhecida do que a de Romeu e Julieta. Escrita entre 1591 e 1595 pelo mais famoso escritor de língua inglesa, William Shakespeare, a tragédia é conhecida por milhões de pessoas em todo mundo. Não há quem nunca tenha ouvido falar na famosa cena da sacada ou no trágico fim imposto aos dois amantes. Portanto, não é de se espantar que haja tantas adaptações televisivas, teatrais, literárias e cinematográficas dessa mesma história, e aqui vamos falar de uma das versões para o cinema mais conhecidas: "Romeu + Julieta" de 1996.

Dirigido pelo australiano Baz Luhrmann, esta modernização da clássica tragédia é talvez a adaptação mais original da obra. Incontáveis são as inovações tanto narrativas quanto visuais que este filme possui. Seja pelo início em forma de trailer de cinema, pelo ritmo acelerado, pela trilha sonora variada ou pelo banquete visual proporcionado é inegável a sua contribuição para a sétima arte. Mas como tudo que é inovador, "Romeu + Julieta" também é um divisor de águas: há pessoas que o amam; há pessoas que o odeiam; e outros que ficam no meio-termo; e eu posso afirmar que eu sou daqueles que ficaram bastante divididos.

O filme, assim como os outros trabalhos de Luhrmann, possui uma incrível direção de fotografia, cortesia de Donald McAlpine e produção bastante caprichada. Entretanto, o filme tem algumas falhas incômodas.

A primeira delas é o principal anacronismo criado pelo filme: apesar de ser uma visão moderna da história de William Shakespeare, são mantidos os diálogos originais da peça escrita no século XVI. Assim, não estranhe se as personagens começarem a fazer inúmeras metáforas e a usar a 2ª pessoa do plural constantemente. O problema é que o diálogo, escrito num inglês antigo (ainda com o uso dos pronomes "thee", "thou" etc.), não encaixa de jeito nenhum com o estilo vanguardista do projeto. Imagine o quão estranho (no sentido ruim da palavra) é para você assistir tiroteios conduzidos por personagens extremamente excêntricas usando frases bastante pomposas para os dias atuais. Simplesmente parece forçado.

Outro problema é que, como em toda tragédia, o melodrama está sempre lá esperando o primeiro deslize do texto para entrar com força total, e "Romeu + Julieta" não é uma exceção à regra. Principalmente no final do filme, há cenas que parecem ter sido tiradas das telenovelas mais dramáticas. É choro para lá, gritos para cá e ofensas aos montes. Mas a grande questão é que esse melodrama todo acaba prejudicando a atuação dos atores, pois em certas cenas eles estão muito bem e em outras estão bem acima do tom (isso se aplica também aos protagonistas Leonardo DiCaprio e Claire Danes, ambos ótimos atores).

Chega-se, então, à seguinte conclusão. Não há garantia alguma de que você vai gostar do filme, porém vale a pena ser assistido exatamente para formar uma opinião sobre ele e montar uma discussão sobre até onde tanta inovação é bom e a partir de que ponto ela passa a ser um problema sério. 


NOTA: 2.5/5


Celebridades (Celebrity)


Dir.: Woody Allen; Escrito por Woody Allen; Com Kenneth Branagh, Winona Ryder, Charlize Theron, Leonardo DiCaprio. 1998 - Europa (113 min. - 18 anos)


Quando, logo no início do filme, a palavra "help" (socorro, em inglês) aparece nos céus de Nova York, os habitantes da cidade ficam de boca aberta e olhos vidrados naquela aparição totalmente incomum. Mas o que parecia ser um ...sinal extraterrestre ou divino era apenas um avião que formou a tal palavra para que a cena de um filme fosse filmada, ou seja, aquilo que parecia ser algo tão extraordinário era algo simplesmente banal. E "Celebridades" toca nesta tecla diversas vezes.

Dirigido por Woody Allen, este filme de 1998 fala do mundo dos ricos e famosos por dois pontos de vista: o primeiro é de um jornalista/escritor/roteirista amador chamado Lee, vivido por Kenneth Branagh; o outro é a visão da ex-esposa de Lee, Robin, vivida por Judy Davis. Enquanto Lee almeja ser famoso e faz de tudo para se manter rodeado de celebridades como modelos e astros de cinema, Robin segue exatamente o camiho contrário. Ela nunca se importou em ser uma anônima até que o sucesso bate em sua porta quando ela conhece o produtor de TV, Tony, que a torna numa bem-sucedida apresentadora.

Filmado em preto-e-branco, a fotografia do filme é muito elegante, exatamante o oposto do mundo dos famosos. Apesar de ser superficialmente belo, o universo da riqueza e da fama é povoado por seres narcisistas, ninfomaníacos e infieis, além de ser abastecido por drogas pesadas e bebidas alcóolicas em abundância. Desde a estrela de cinema Nicole Oliver, à modelo internacional sem nome até chegar no galã Brandon Narrow, todo o mundo do estrelato está louco, e o mundo precisa cada vez mais dele para sobreviver. Realmente, precisamos de uma ajuda.

Além de Branagh e Davis, o filme conta como coadjuvantes de maior destaque Joe Mantegna como Tony e Famke Janssen como Bonnie, uma conhecida editora com a qual Lee tem um caso. Há também diversas participações especiais de Melanie Griffith, Leonardo DiCaprio, Charlize Theron, Winona Ryder, Hank Azaria entre outros, além de aparições relâmpagos de personalidades interpretando elas mesmas como é o caso do magnata Donald Trump.

Divertido, mas ao mesmo tempo melancólico, "Celebridades" não vê uma luz no fim do túnel, pelo contrário, termina também com o pedido de socorro nos céus de Nova York. Portanto, se não fizermos nada e continuarmos nos importando mais com a vida de pessoas que nem conhecemos ao invés daquelas próximas a nós e até da nossa própria vida, estaremos perdidos. É algo difícil, mas não podemos deixar que este pedido de socorro desapareça junto aos ventos da loucura. 


NOTA: 3.5/5

*trailer em francês

Bruna Surfistinha


Dir.: Marcus Baldini; Escrito por José de Carvalho, Homero Olivetto e Antônia Pellegrino; Com Deborah Secco, Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes. 2011 - Imagem (109 min. - 16 anos)


Devo admitir que quando comecei a assistir a "Bruna Surfistinha" estava bem receoso, pelo simples fato de que este filme poderia vir a ser o "Showgirls" brasileiro, isto é, um filme feito apenas pra mostrar sacanagem sem trazer nenhuma boa história. Enfim, poderia ser um filme péssimo.

Felizmente, quando o filme terminou senti um certo alívio, pois pude dizer para mim mesmo de que "Bruna Surfistinha" era um bom filme. Como já é de se esperar, o longa do estreante Marcus Baldini não é nenhuma obra prima, mas possui muitas qualidades.

A primeira delas é a protagonista: Deborah Secco. Deborah mostra no filme que ela é uma boa atriz e que pode surpreender em papéis dramáticos. Pode-se dizer que o único problema em sua performance é o sotaque paulistano que às vezes é inexistente e em outros momentos é fortíssimo, mas tirando isso, sua atuação é muito convincente.

Outro acerto no elenco foi a escalação de Drica Moraes como uma cafetina. Há muito tempo, já sabemos que Drica é uma grande atriz, mas aqui ela rouba todas as cenas nas quais ela aparece.

Saindo do quesito "elenco", chegamos ao quesito trilha sonora. O longa não tem uma trilha original, mas sim um conjunto de canções que, por sinal, são muito agradáveis aos ouvidos.

Outro motivo de elogio são os cenários. Ao contrário de outros longas nacionais, principalmente comédias, os cenários são bem feitos, mesmo não sendo luxuosos. Resumindo, o filme não tem aquele ar de produção de fundo de quintal com cenários extremamente mal feitos.

Felizmente, o longa tem poucas falhas. A primeira delas seria o personagem de Juliano Cazarré que só aparece em umas duas cenas e não diz bem a que veio.

Já a outra falha é o início bem corrido, que não dá um pontapé convincente na história. Em menos de 15-20 minutos, Raquel já é considerada devassa por todo colégio por conta de uma foto sua fazendo sexo oral num outro aluno (mesmo que obrigada) e quase que do nada ela resolve virar garota de programa. Mas mesmo com seus problemas, "Bruna Surfistinha" merece uma assistida. 

NOTA: 3.5/5


Burlesque (Burlesque)


Dir.: Steve Antin; Escrito por Steve Antin; Com Christina Aguilera, Cher, Stanley Tucci, Alan Cumming, Kristen Bell. 2010 - Sony (119 min.)


A história você já viu várias vezes. Uma mulher do interior dos EUA cansada da vida monótona da cidade pequena se manda para uma grande metrópole, no caso Los Angeles, a fim de se tornar uma estrela e realizar seus sonhos. O fim você também já viu. Tudo dá certo e ela ainda arranja um namorado. Só que entre estes dois extremos - o início e o fim - tem-se o filme em si, e "Burlesque" é um filme bem mediano.

O longa começa bem, cheio de música, dança e seguindo à risca o que se esperava dele: um filme cheio de clichês com diálogos simplórios mas, que por alguma razão, diverte e torna-se, portanto, um prazer culposo. E assim vai "Burlesque" até mais ou menos a metade do filme.

O problema é que ao entrar em sua segunda parte, o longa passa a se levar muito a sério e acaba perdendo o foco. O que antes era uma comédia musical vira um dramalhão de novela envolvendo duas histórias principais: numa delas, Tess, dona do Burlesque Lounge, clube onde o filme se desenrola, tenta fazer de tudo para que o seu estabelecimento não seja fechado por causa das dívidas acumuladas; na outra, Ali, a menina do interior, se envolve com o barman do Burlesque Lounge com quem ela divide apartamento, só que a ex-noiva dele aparece e ele e Ali brigam. Nem precisa dizer como tudo vai acabar.

Além disso, neste trecho do filme as canções apresentadas não se encaixam no tema burlesco do filme, parecendo mais baladas descartadas de álbuns tanto de Christina Aguilera, que vive Ali, quanto de Cher, que vive Tess.

Felizmente, em seus últimos 10-15 minutos o filme volta a ser o que era e termina com uma performance de uma das melhores músicas do filme: Show Me How You Burlesque.

Mudando de assunto, o elenco faz o seu melhor com o roteiro. Christina Aguilera, estreando no cinema, mostra que não é uma grande atriz, mas se sai bem melhor do que outras cantoras/atrizes. Pode-se dizer que foi uma das melhores surpresas do filme. Enquanto isso, Cher tem um desempenho normal (não é uma grande performance dela, mas também não é uma bomba merecedora da indicação que ela recebeu ao Framboesa de Ouro). Mas quem rouba mesmo a cena é Stanley Tucci, um ótimo ator que, infelizmente, sempre é posto como coadjuvante. Pelo menos, Tucci (vivendo o melhor amigo gay de Tess) é quem tem as melhores falas do filme, muitas delas satirizando algum aspecto do showbiz.

Enfim, "Burlesque" poderia ter sido um ótimo filme ruim, porém ele apenas consegue ser razoável. 


NOTA: 2.5/5


Esposa de Mentirinha (Just Go With It)


Dir.: Dennis Dugan; Escrito por Allan Loeb e Timothy Dowling; Com Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman. 2011 - Sony (117 min.)


"Esposa de Mentirinha" é um filme típico do Adam Sandler: uma mistura de romance, grosseria, mulheres bonitas e personagens estereotipados. E o maior problema de "Esposa de Mentirinha" é exatamente alguns desses fatores.

Primeiro de tudo, a premissa desse filme já é absurda: um homem finge ter um casamento horrível para poder se lamentar para as mulheres (essas, obviamente, ficam com pena) e assim conseguir o que quer: sexo. Mas até aí tudo bem, afinal o que não falta são comédias românticas com premissas excêntricas.

Continuando, tem aquele problema clássico dos filmes do Adam Sandler: ele sempre tem que ser um garanhão! Todos nós sabemos que Adam Sandler como um verdadeiro imã de mulheres não convence. Mas esse aspecto também é perdoável, afinal o número de comédias nas quais Adam Sandler é a definição de macho alfa é bem grande.

Mas então qual é o problema de "Esposa de Mentirinha"? O maior problema é essa mistura de comédia romântica com piadas grosseiras. Pior ainda, esse problema, nesse caso, refere-se apenas à "Esposa de Mentirinha". Outras comédias românticas como "Ligeiramente Grávidos" e "Quem Vai Ficar Com Mary?" conseguiram relacionar bem o romance com as piadas de mau gosto, só que neste filme elas são tão juvenis que, simplesmente, não conseguem se encaixar com a parte romântica do filme. Afinal, quem quer ver uma comédia romântica não está a fim de ver um homem segurar um coco com as nádegas! Essa piada do coco talvez até funcionaria num outro filme de Sandler como "Eu os Declaro Marido e Larry" ou "Zohan - O Agente Bom de Corte", mas neste filme fica apenas apelativo.

Outro problema é a necessidade de se pôr num filme do Adam Sandler coadjuvantes que parecem mais verdadeiras caricaturas. Novamente, se isso acontecesse num outro filme de Sandler até funcionaria, mas neste caso, fica a impressão de que aquele personagem foi posto apenas para atrair um público mais novo para um filme que, em outra situação, seria voltado para o público adulto.

Resumindo, a necessidade de infantilizar um filme que outrora seria para adultos apenas para conseguir uma bilheteria maior é o grande problema desse filme.

Felizmente, o longa tem as suas qualidades. Adam Sandler e Jennifer Aniston têm muita química juntos além de um ótimo timing cômico e, definitivamente, mereciam um filme melhor. Além disso, Nicole Kidman numa pontinha como a inimiga de faculdade de Aniston mostra que também possui talento cômico e pode ser melhor aproveitada nesse gênero do que já foi até agora. Para falar a verdade, o único no elenco que está mal é Nick Swardson, comediante amigo de Sandler que está insuportável na pele do primo do protagonista.

O consenso a que se chega é o seguinte: se fosse um filme com os mesmos protagonistas (tirando Swardson), mas que não fosse uma comédia típica da Happy Madison (produtora de Sandler), "Esposa de Mentirinha" poderia ter sido bem superior ao que é. 


NOTA: 2.5/5


Ganhar ou Ganhar - A Vida é um Jogo (Win Win)


Dir.: Thomas McCarthy; Escrito por Thomas McCarthy; Com Paul Giamati, Amy Ryan, Alex Shaffer. 2011 - Fox (106 min.)


Um dos fatores que levaram ao crescimento do cinema independente norte-americano, além do experimentalismo e da possiblidade de abordar assuntos "inadequados" ou "fortes demais" para o cinema mainstream, é a quantidade abundante de histórias realistas, mas ao mesmo tempo interessantes, contadas por esse nicho cinematográfico, e "Ganhar ou Ganhar - A Vida é um Jogo" é um exemplo disso.

O longa do diretor e roteirista Thomas McCarthy conta uma história simples e que poderia fazer parte da vida de qualquer ser humano desse planeta: um advogado, que por hobby também leciona luta greco-romana para jovens, ganha o direito de ser guardião de um idoso diagnosticado com demência. Porém, o que de início parecia ser apenas uma oportunidade para ganhar dinheiro extra sem ter que trabalhar torna-se algo muito maior quando o neto de seu cliente aparece e mostra ser um grande lutador.

Isso até a mãe ausente e drogada do menino, filha do idoso doente, aparece para ganhar o direito de ser guardiã de seu pai e trazer seu filho de volta para casa, podendo ameaçar o seu mais novo "salário" e sua grande chance de sua equipe ganhar alguns campeonatos de luta greco-romana.

E é exatamente essa história "real" que aproxima o espectador dos personagens, fazendo de "Ganhar ou Ganhar" uma deliciosa comédia dramática, sendo merecedora das indicações que recebeu por seu roteiro no Critic's Choice Awards, no Independent Spirit Award e no Writer's Guild of America Award (prêmio do sindicato de roteiristas).

Como se já não fosse o suficiente, o sempre competente Paul Giamatti traz mais uma ótima performance como Mike, o protagonista da história, e faz do seu relacionamento com Kyle, o neto de seu cliente, vivido por Alex Shaffer, algo mais.

Em resumo, "Ganhar ou Ganhar", mesmo tendo sido lançado diretamente em DVD aqui no Brasil, merece ser conhecido. 


NOTA: 3.5/5


Toda Forma de Amor (Beginners)


Dir.: Mike Mills; Escrito por Mike Mills; Com Ewan McGregor, Christopher Plummer, Mélanie Laurent. 2010 - Universal (105 min. - 12 anos)


E mais uma vez os tradutores erraram a mão na hora de escolher o título brasileiro para um filme. Neste caso, "Beginners" (Iniciantes, em português) virou "Toda Forma de Amor", e sem dúvida, o título perdeu impacto.

O filme basicamente fala sobre começar de novo: um idoso, aos 75 anos de idade, resolve se assumir gay após perder a esposa, e seu filho, três anos depois, quando ele morre, engata um relacionamento com uma atriz francesa, procurando se recuperar da perda de seu pai para o câncer. Enfim, o título ao pé-da-letra teria sido bem melhor e representaria com mais clareza a intenção do longa.

Terminada, então, a questão do título, vamos ao filme em si. "Toda Forma de Amor" é daqueles filmes que poderia ter sido bem melhor do que é realmente, isso se ele não fosse tão monótono.

O que não falta são elogios para falar sobre as atuações do trio de protagonistas (Ewan McGregor, Christopher Plummer e Mélanie Laurent), todos eles estão muito bem, com Plummer levando um Oscar de ator coadjuvante para casa (mesmo que a sua performance seja ótima, não acho que seja tudo isso o que dizem. Considero McGregor o grande injustiçado do grupo, levando crédito algum por sua grande atuação).

Além disso, o longa do diretor/roteirista Mike Mills, possui algumas ideias bem interessantes como o uso de legendas para representar as "falas" do cãozinho Arthur com o seu dono Oliver (McGregor), e o conjunto de músicas de jazz que embalam muitas partes do filme.

Porém, esse conjunto de qualidades acaba sendo prejudicado pelo ritmo arrastado do filme, fazendo com que pareça que é mais longo do que deveria.

Em resumo, "Toda Forma de Amor" tem muitos bons momentos (principalmente, quando Arthur, o cãozinho Jack Russel, "fala" ou quando a dupla McGregor/Plummer está em cena), mas o seu ritmo em passo de tartaruga acaba levando o resultado final para baixo. 


NOTA: 3/5