domingo, 23 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia (Killing Them Softly)


Dir.: Andrew Dominik; Escrito por Andrew Dominik; Com Brad Pitt, Richard Jenkins, James Gandolfini, Ray Liotta. 2012 - Imagem (97 min. - 16 anos)


Apesar de ser australiano, o diretor Andrew Dominik parece ter um grande interesse pela história e pelo conjunto de valores que moldam a sociedade norte-americana. Em "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford", Dominik usa a história de um dos bandidos mais famosos dos EUA para fazer um comentário sobre o culto às celebridades. Já em seu mais novo filme, "O Homem da Máfia", o diretor acompanha os serviços de um assassino profissional para analisar a forte ligação entre a sociedade americana e o capitalismo.

O filme tem como protagonista Jackie Cogan, um assassino profissional que é contratado pela máfia para eliminar indivíduos envolvidos com o roubo de uma casa de apostas. Entre os alvos estão os dois assaltantes, o chefe deles e o dono do local assaltado. Entretanto, não espere um filme frenético, cheio de explosões e tiroteios, pelo contrário, "O Homem da Máfia" sustenta-se basicamente nos diálogos entre os mafiosos e os seus funcionários. Mesmo assim, o longa é bastante eficiente e até consegue explicar os intricados planos da máfia de forma relativamente simples.

O elenco, por sua vez, é muito bem aproveitado. Brad Pitt está impecável como o grande canalha que é Cogan. Por sinal, a melhor cena do filme (a última) é a combinação perfeita entre os diálogos afiados de Andrew Dominik e a ótima performance de Pitt. Mas além do galã (num papel totalmente anti-galã, diga-se de passagem), estão também no filme Richard Jenkins, James Gandolfini e Ray Liotta e os desconhecidos Scoot McNairy e Ben Mendelsohn como os dois assaltantes. Todos eles estão muito bem.

Entretanto, o filme falha um pouco na transmissão de sua mensagem para o público. Fica claro que toda a história serve para ilustrar as consequências do capitalismo exacerbado que construiu a maior potência econômica do mundo, já que o diretor usa entrevistas de rádio e trechos de telejornais para localizar o espectador no tempo e no seu contexto político-econômico. Porém, Dominik acaba exagerando na dose, uma vez que em todo momento mais silencioso ele insere trechos de entrevistas ou comentários econômicos que falem sobre a crise de 2008.

Apesar de nunca recuperar a tensão presente em seu primeiro ato, no qual ocorre o assalto que desencadeia toda a história, "O Homem da Máfia" conta com roteiro, diretor e elenco eficientes para não deixar a peteca cair. Sem dúvida não merecia todo o ódio que vem recebendo do público.

NOTA: 3.5/5


sábado, 22 de dezembro de 2012

A Irmã da sua Irmã (Your Sister's Sister)


Dir.: Lynn Shelton; Escrito por Lynn Shelton; Com Emily Blunt, Rosemarie DeWitt, Mark Duplass. 2011 (90 min.)


"A Irmã da sua Irmã" é um daqueles típicos filmes independentes norte-americanos. Os cenários são poucos, o elenco não é grande - porém bastante eficiente -, o roteiro é composto praticamente de diálogos e os aspectos técnicos se resumem apenas ao necessário. E no caso do filme de Lynn Shelton, isso faz parte do charme do projeto, mesmo que o todo não seja perfeito.

O longa conta a história de Jack, um homem desleixado de trinta-e-poucos anos, que ao perder o seu irmão, entra em uma crise emocional. Então, sua melhor amiga, Iris (que por sinal, também era a namorada do falecido), manda-o tirar um dias de folga e ir para o chalé de seu pai, localizado num lugar extremamente tranquilo e isolado.

Porém, ao chegar lá, Jack percebe que não está sozinho, já que a irmã lésbica de Iris, Hannah, também está hospedada no chalé, se recuperando do término de um namoro. Os dois, então, resolvem afogar as mágoas na bebida, ficando completamente bêbados, o que faz com que eles transem, desestabilizando toda a amizade entre amigos e irmãs.

Não há dúvida alguma de que a melhor coisa de "A Irmã da sua Irmã" seja o ótimo trio de protagonistas. Mark Duplass, que costuma estar atrás das câmeras, dirigindo filmes junto de seu irmão, Jay, está muito bem como o típico homem infeliz que não vê mais razão alguma para continuar vivendo. Porém, o melhor fica por conta de Emily Blunt e Rosemary DeWitt, que estão perfeitas como as irmãs Iris e Hannah, respectivamente. Algumas das melhores cenas do filme envolvem conversas confessionais entre elas.

A ambientação do filme, feita basicamente no chalé e em seus arredores, também colabora para que o espectador preste mais atenção aos diálogos e às ótimas performances. Mesmo assim, o filme me pareceu por vezes monótono, o que acabou me afastando um pouco dele.

"A Irmã da sua Irmã" é um daqueles filmes que passariam desapercebidos caso não tivesse recebido uma indicação para DeWitt no Independent Spirit Award. Não merece ser ignorado porque é bastante simpático, porém não é nenhuma maravilha também.

NOTA: 3/5


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Época de Prêmios: Satellite Awards (vencedores)



Saíram os vencedores do Satellite Awards e o grande vencedor da noite foi "O Lado Bom da Vida" de David O. Russel. O filme ganhou cinco prêmios - melhor filme, diretor, ator, atriz e edição -, seguido de "Os Miseráveis" com três prêmios - atriz coadjuvante, som e canção original - e "As Aventuras de Pi" com dois troféus - melhor roteiro adaptado e fotografia.

Surpreendentemente, Javier Bardem ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante por "007 - Operação Skyfall" e "Amor" não venceu a categoria de melhor filme estrangeiro. Além disso, os grandes favoritos da temporada, "Lincoln" e "A Hora Mais Escura", levaram apenas um prêmio cada um - direção de arte e roteiro original, respectivamente.

MELHOR FILME: "O Lado Bom da Vida"

MELHOR DIRETOR: David O. Russel por "O Lado Bom da Vida"

MELHOR ATOR: Bradley Cooper por "O Lado Bom da Vida"

MELHOR ATRIZ: Jennifer Lawrence por "O Lado Bom da Vida"

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Javier Bardem por "007 - Operação Skyfall"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Anne Hathaway por "Os Miseráveis"

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Mark Boal por "A Hora Mais Escura"

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: David Magee por "As Aventuras de Pi"

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: "Intocáveis" e "Pieta" (empate)

MELHOR DOCUMENTÁRIO: "Chasing Ice"

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO OU MÍDIA MISTA: "A Origem dos Guardiões"

MELHOR FOTOGRAFIA: Claudio Miranda por "As Aventuras de Pi"

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Rick Carter por "Lincoln"

MELHOR FIGURINO: Manon Rasmussen por "A Royal Affair"

MELHOR EDIÇÃO: Jay Cassidy e Crispin Struthers por "O Lado Bom da Vida"

MELHOR TRILHA-SONORA ORIGINAL: Alexandre Desplat por "Argo"

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Claude Michel-Schönberg, Alain Boubil e Herbert Kretzmer por "Suddenly" de "Os Miseráveis"

MELHOR SOM: "Os Miseráveis"

MELHORES EFEITOS VISUAIS: "O Voo"

domingo, 16 de dezembro de 2012

Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom)


Dir.: Wes Anderson; Escrito por Wes Anderson e Roman Coppola; Com Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Frances McDormand. 2012 - Universal (94 min. - 12 anos)


Quando estreou no Festival de Cannes deste ano, em maio, "Moonrise Kingdom" foi adorado por todos. O que não faltaram foram elogios ao mais recente filme do diretor norte-americano Wes Anderson. Quando foi lançado nos cinemas da América do Norte, tornou-se instantaneamente um sucesso de bilheteria, rendendo 45 milhões de dólares sobre um orçamento de apenas 16 milhões. Portanto, é inegável a aceitação do filme tanto por parte dos críticos como também por parte do público. Entretanto, "Moonrise Kingdom" não me convenceu.

O longa, escrito por Anderson e por Roman Coppola (filho de Francis Ford e irmão de Sofia), narra o amor entre dois adolescentes, um menino órfão, membro do grupo dos escoteiros, e uma menina infeliz, filha de um bem-sucedido casal de advogados. Tudo começa quando ambos se conhecem numa apresentação de fim de ano da igreja e se interessam um pelo outro à primeira vista. Eles veem aí a oportunidade perfeita para fugir de suas vidinhas miseráveis e começarem a ser felizes.

Entretanto, quando os dois jovens somem, ainda mais às vésperas de uma terrível tempestade, toda a ilha de New Penzance se mobiliza para encontrá-los. Daí ocorrem uma série de confusões e indas-e-vindas que só vendo o filme para saber.

O longa, na realidade, até começa bem, tendo uma das melhores cenas de abertura que eu vi este ano no cinema. Além disso, é indiscutível a criatividade do diretor na hora de contar uma história. Anderson faz uso da edição, da trilha-sonora, da fotografia, enfim, de tudo para incrementar ainda mais a narrativa, e não apenas usá-los como um conjunto de acessórios.

Não é por nada que a fotografia de Robert Yeoman (frequente colaborador de Anderson), a trilha-sonora de Alexandre Desplat, a edição de Andrew Weisblum, o figurino de Kasia Walicka-Maimone, entre outros aspectos técnicos do filme sejam, realmente, suas maiores qualidades.

Além disso, o elenco também não deixa nada a desejar. Astros como Bruce Willis, Frances McDormand, Bill Murray, Edward Norton e Tilda Swinton estão todos muito bem, isso sem contar com o elenco juvenil que é ótimo. Mas quem rouba a cena mesmo são os dois protagonistas: Jared Gilman e Kara Hayward.

O problema, porém, de "Moonrise Kingdom" é que apesar de ter inúmeros pontos a seu favor, o filme me pareceu constantemente monótono. Fica a impressão de que o longa funciona muito mais como promessa do que como execução, já que em nenhum momento eu realmente me diverti (em alguns trechos eu dei umas risadinhas, mas nada mais que isso) ou me emocionei. Isso sem contar o final que é uma verdadeira desgraça, no qual fica parecendo que os roteiristas não sabiam o que fazer e resolveram inventar qualquer besteira para dar desfecho ao filme.

No final das contas, eu saí decepcionado de "Moonrise Kingdom", pois dava para ver que o filme poderia ser ótimo, pena que o principal, a história, não seja tão interessante quanto o resto.

NOTA: 2.5/5



sábado, 15 de dezembro de 2012

Sabrina (Sabrina)


Dir.: Billy Wilder; Escrito por Billy Wilder, Samuel Taylor e Ernest Lehman; Com Audrey Hepburn, Humphrey Bogart, William Holden. 1954 - Paramount (113 min.)


Não há como resistir à Audrey Hepburn! Apesar de não possui um físico que chame a atenção (ela era bem magra e longe de ser uma mulher curvilínea), Hepburn ganhava o coração do público através de seu enorme carisma. Toda vez que ela aparecia na tela, é como se a cena se iluminasse, ganhasse mais vida, e por isso se tornou o grande símbolo que é até hoje. E um dos primeiros filmes que fez depois de atingir o estrelato foi "Sabrina", de 1954.

Dirigida pelo mestre Billy Wilder, esta comédia romântica conta a história de uma jovem chamada Sabrina, filha do motorista de uma rica família de Nova York, que sempre quis estar nos grandes bailes da classe alta, acompanhada por um de seus integrantes, o herdeiro David. Porém, esse desejo nunca foi realizado, o que a torna uma pessoa extremamente triste e solitária.

Porém, ao voltar de Paris, onde passou um tempo aprendendo a cozinhar numa das melhores escolas de culinária do mundo, Sabrina se mostra uma mulher mudada: independente, bem-vestida e muito mais vistosa do que antes. Obviamente, isto chama a atenção de David, mas também de seu irmão mais velho, Linus. Forma-se, então, um dos triângulos amorosos mais famosos do cinema.

Uma das maiores qualidades de "Sabrina" é o seu elenco. Além de Hepburn, o trio de protagonistas conta com Humphrey Bogart e William Holden. Bogart, intérprete de Linus, faz muito bem o papel do homem aparentemente sisudo, mas que esconde um enorme coração. Enquanto isso, Holden está hilário como o playboy David, rendendo ótimos momentos cômicos, como quando seu personagem senta sobre duas taças de champanhe e depois tem que sofrer com o seu tratamento nada comum.

Falando em humor, o roteiro de "Sabrina" também é ótimo. Apesar de ser basicamente um conto de fadas em plena Nova York, o longa consegue tratar também de assuntos sérios como o suicídio. Entretanto, tudo é feito de forma bastante leve para não chocar. Além disso, o roteiro de Wilder e Ernest Lehman é um exemplo perfeito de equilíbrio entre romance e sátira. Apesar de contar uma história de amor, o filme faz uma crítica bem forte aos ricos nova-iorquinos, retratando-os muitas vezes como pessoas frias para com os mais pobres, mas ao mesmo tempo, extremamente imaturas, como fica claro nas diversas festas que acontecem durante o filme.

Enfim, para quem é fã do gênero, "Sabrina" é um título indispensável.

NOTA: 4/5


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Época de Prêmios: Globo de Ouro



Foram anunciados ontem, dia 13 de dezembro, os indicados ao Globo de Ouro, a segunda festa mais importante desta temporada de prêmios, perdendo apenas para o Oscar. Como de costume, o Globo de Ouro costuma ter uma lista bem interessante, com algumas surpresas, sejam elas boas ou ruins. Parte disso se deve à divisão de categorias em drama e comédia/musical.

Este ano, o mais filme mais indicado foi "Lincoln" de Steven Spielberg com sete indicações. "Argo" de Ben Affleck ficou com cinco indicações, assim como "Django Livre" de Quentin Tarantino, que recebeu um impulso necessário, ainda mais depois da esnobada completa no SAG. E empatados com quatro categorias cada ficaram "A Hora Mais Escura" de Kathryn Bigelow e "Os Miseráveis" de Tom Hooper (surpreendentemente esnobado na categoria melhor diretor).

Entre as surpresas da lista temos a ausência de "O Mestre" da categoria de melhor filme dramático, assim como a indicação de "Amor Impossível" para melhor filme comédia/musical. Além disso, devido à divisão do prêmio entre dois gêneros tivemos algumas surpresas nas categorias de atuação. Em melhor ator dramático tivemos a indicação de Richard Gere por "A Negociação". Dizem muitos que esta é a sua melhor interpretação. Já em melhor atriz dramática, o Globo seguiu o SAG e indicou Marion Cotillard, Helen Mirren e Naomi Watts, além de reconhecer a atuação de Rachel Weisz em "The Deep Blue Sea", que lhe rendeu uma vitória entre os críticos de Nova York. Entretanto, a ausência de Emmanuelle Riva de "Amor" da categoria foi inesperada. Mas a maior surpresa foi a indicação de Nicole Kidman por "The Paperboy" em melhor atriz coadjuvante (uma categoria em que não há divisão de gêneros), indicando que ela pode vir a se tornar um nome forte nesta segunda metade da temporada de prêmios.

CINEMA:

MELHOR FILME - DRAMA:
  • "Argo"
  • "Django Livre"
  • "As Aventuras de Pi"
  • "Lincoln"
  • "A Hora Mais Escura"
MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • "O Exótico Hotel Marigold"
  • "Os Miseráveis"
  • "Moonrise Kingdom"
  • "O Lado Bom da Vida"
  • "Amor Impossível"
MELHOR ATOR - DRAMA:
  • Daniel Day-Lewis por "Lincoln"
  • Richard Gere por "A Negociação"
  • John Hawkes por "As Sessões"
  • Joaquin Phoenix por "O Mestre"
  • Denzel Washington por "O Voo"
MELHOR ATRIZ - DRAMA:
  • Marion Cotillard por "Ferrugem e Osso"
  • Jessica Chastain por "A Hora Mais Escura"
  • Helen Mirren por "Hitchcock"
  • Naomi Watts por "O Impossível"
  • Rachel Weisz por "The Deep Blue Sea"
MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • Emily Blunt por "Amor Impossível"
  • Jennifer Lawrence por "O Lado Bom da Vida"
  • Judi Dench por "O Exótico Hotel Marigold"
  • Maggie Smith por "Quartet"
  • Meryl Streep por "Um Divã para Dois"
MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • Jack Black por "Bernie"
  • Bradley Cooper por "O Lado Bom da Vida"
  • Hugh Jackman por "Os Miseráveis"
  • Ewan McGregor por "Amor Impossível"
  • Bill Murray por "Um Fim de Semana em Hyde Park"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
  • Anne Hathaway por "Os Miseráveis"
  • Helen Hunt por "As Sessões"
  • Amy Adams por "O Mestre"
  • Sally Field por "Lincoln"
  • Nicole Kidman por "The Paperboy"
MELHOR ATOR COADJUVANTE:
  • Alan Arkin por "Argo"
  • Phillip Seymour Hoffman por "O Mestre"
  • Christoph Waltz por "Django Livre"
  • Leonardo DiCaprio por "Django Livre"
  • Tommy Lee Jones por "Lincoln"
MELHOR DIRETOR:
  • Ben Affleck por "Argo"
  • Ang Lee por "As Aventuras de Pi"
  • Steven Spielberg por "Lincoln"
  • Quentin Tarantino por "Django Livre"
  • Kathryn Bigelow por "A Hora Mais Escura"
MELHOR ROTEIRO:
  • "O Lado Bom da Vida"
  • "Argo"
  • "Django Livre"
  • "A Hora Mais Escura"
  • "Lincoln"
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
  • "Valente"
  • "Frankenweenie"
  • "Detona Ralph"
  • "A Origem dos Guardiões"
  • "Hotel Transilvânia"
MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
  • "Intocáveis"
  • "Amor"
  • "A Royal Affair"
  • "Ferrugem e Osso"
  • "Kon-Tiki"
MELHOR TRILHA SONORA:
  • "Anna Karenina"
  • "As Aventuras de Pi"
  • "Argo"
  • "Lincoln"
  • "A Viagem"
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
  • "For You" ("Ato de Coragem")
  • "Not Running Anymore" ("Stand Up Guys")
  • "Safe & Sound" ("Jogos Vorazes")
  • "Skyfall" ("007 - Operação Skyfall")
  • "Suddenly" ("Os Miseráveis")
Já na área de televisão, o Globo de Ouro, ao contrário do SAG, deu mais atenção a séries novas. Por isso, "Girls", "Veep" e "The Newsroom", todas da HBO, marcaram presença. Entretanto, há os favoritos de sempre também como "Breaking Bad", "Homeland", "Boardwalk Empire", "Downton Abbey" e "Modern Family". Mas, não faltaram surpresas como a ausência de "Mad Men" da categoria de melhor série dramática e a presença de "Smash" (uma série quem tem perdido o carinho dos críticos faz tempo) entre os indicados a melhor série comédia/musical.

TELEVISÃO:

MELHOR SÉRIE - DRAMA:
  • "Breaking Bad"
  • "Boardwalk Empire"
  • "Downton Abbey"
  • "Homeland"
  • "The Newsroom"
MELHOR SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • "The Big Bang Theory"
  • "Episodes"
  • "Girls"
  • "Modern Family"
  • "Smash"
MELHOR ATOR EM SÉRIE - DRAMA:
  • Steve Buscemi por "Boardwalk Empire"
  • Bryan Cranston por "Breaking Bad"
  • Jeff Daniels por "The Newsroom"
  • Jon Hamm por "Mad Men"
  • Damian Lewis por "Homeland"
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - DRAMA:
  • Connie Britton por "Nashville"
  • Glenn Close por "Damages"
  • Claire Danes por "Homeland"
  • Michelle Dockery por "Downton Abbey"
  • Julianna Margulies por "The Good Wife"
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • Zooey Deschanel por "New Girl"
  • Julia Louis-Freyfus por "Veep"
  • Lena Dunham por "Girls"
  • Tina Fey por "30 Rock"
  • Amy Poehler por "Parks and Recreation"
MELHOR ATOR EM SÉRIE - COMÉDIA OU MUSICAL:
  • Alec Baldwin por "30 Rock"
  • Don Cheadle por "House of Lies"
  • Louis C.K. por "Louie"
  • Matt LeBlanc por "Episodes"
  • Jim Parsons por "The Big Bang Theory"
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME:
  • Kevin Costner por "Hatfields & McCoys"
  • Benedict Cumberbatch por "Sherlock"
  • Woody Harrelson por "Game Change"
  • Tobey Jones por "The Girl"
  • Clive Owen por "Hemingway & Gellhorn"
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME:
  • Nicole Kidman por "Hemingway & Gellhorn"
  • Jessica Lange por "American Horror Story"
  • Sienna Miller por "The Girl"
  • Julianne Moore por "Game Change"
  • Sigourney Weaver por "Political Animals"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME:
  • Hayden Panettiere por "Nashville"
  • Archie Panjabi por "The Good Wife"
  • Sarah Paulson por "Game Change"
  • Maggie Smith por "Downton Abbey"
  • Sofia Vergara por "Modern Family"
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME:
  • Max Greenfield por "New Girl"
  • Ed Harris por "Game Change"
  • Danny Huston por "Magic City"
  • Mandy Patinkin por "Homeland"
  • Eric Stonestreet por "Modern Family"
MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME:
  • "Game Change"
  • "The Girl"
  • "Hatfields & McCoys"
  • "The Hour"
  • "Political Animals"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Época de Prêmios: SAG Awards



Foram anunciados hoje, dia 12 de dezembro, os indicados ao SAG Awards, a premiação do Sindicato de Atores. Nesta premiação, o que importa são as atuações, portanto no lugar da categoria melhor filme há a categoria melhor elenco. O interessante do SAG é que sempre há algumas surpresas entre os indicados, e na lista deste ano não foi diferente. 

Alguns dos favoritos, como "O Mestre" e "Django Livre", foram esnobados. O primeiro recebeu apenas uma indicação em melhor ator coadjuvante para Philip Seymour Hoffman, deixando  de lado Joaquin Phoenix e Amy Adams. Já o segundo sequer foi indicado! Lembrando que o filme anterior de Tarantino, "Bastardos Inglórios", levou o grande prêmio da noite na cerimônia de 2009-2010. Além disso, Emmanuelle Riva de "Amor" também não foi indicada.

Por outro lado, Javier Bardem (coadjuvante por "Skyfall") e Naomi Watts (protagonista por "O Impossível") mostram-se nomes cada vez mais fortes nesta temporada. Isso sem contar a surpresa ao ver Helen Mirren indicada a melhor atriz por viver a esposa do famoso diretor Alfred Hitchcock em "Hitchcock" e, principalmente, Nicole Kidman indicada a melhor atriz coadjuvante por "The Paperboy". Os filmes de ambas receberam opiniões mistas dos críticos e, por causa disso, não se esperavam mais indicações para elas.

CINEMA:

MELHOR ELENCO EM UM FILME:
  • "Argo"
  • "O Exótico Hotel Marigold"
  • "Os Miseráveis"
  • "Lincoln"
  • "O Lado Bom da Vida"
MELHOR ATOR:
  • Bradley Cooper por "O Lado Bom da Vida"
  • Daniel Day-Lewis por "Lincoln"
  • John Hawkes por "As Sessões"
  • Denzel Washington por "O Voo"
  • Hugh Jackman por "Os Miseráveis"
MELHOR ATRIZ:
  • Jessica Chastain por "A Hora Mais Escura"
  • Jennifer Lawrence por "O Lado Bom da Vida"
  • Helen Mirren por "Hitchcock"
  • Naomi Watts por "O Impossível"
  • Marion Cotillard por "Ferrugem e Osso"
MELHOR ATOR COADJUVANTE:
  • Alan Arkin por "Argo"
  • Robert De Niro por "O Lado Bom da Vida"
  • Philip Seymour Hoffman por "O Mestre"
  • Tommy Lee Jones por "Lincoln"
  • Javier Bardem por "007 - Operação Skyfall"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
  • Sally Field por "Lincoln"
  • Anne Hathaway por "Os Miseráveis"
  • Helen Hunt por "As Sessões"
  • Nicole Kidman por "The Paperboy"
  • Maggie Smith por "O Exótico Hotel Marigold"
MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM UM FILME:
  • "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge"
  • "007 - Operação Skyfall"
  • "O Legado Bourne"
  • "O Espetacular Homem-Aranha"
  • "Os Miseráveis"
Já na ala de televisão, a situação foi diferente. A lista foi chocha, sem muitas novidades. Na realidade, poucas séries novas foram reconhecidas. Entre os programas esnobados estão "Veep" e "Girls", duas ótimas comédias da HBO que eram consideradas forte concorrentes aos prêmios de melhor elenco e melhor atriz em série de comédia (Julia Louis-Dreyfus pela primeira e Lena Dunham pela segunda).

TELEVISÃO:

MELHOR ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA:
  • "Boardwalk Empire"
  • "Homeland"
  • "Mad Men"
  • "Breaking Bad"
  • "Downton Abbey"
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA:
  • "30 Rock"
  • "The Big Bang Theory"
  • "Glee"
  • "Modern Family"
  • "Nurse Jackie"
  • "The Office"
MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA:
  • Steve Buscemi por "Boardwalk Empire"
  • Bryan Cranston por "Breaking Bad"
  • Jeff Daniels por "The Newsroom"
  • Jon Hamm por "Mad Men"
  • Damian Lewis por "Homeland"
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA:
  • Michelle Dockery por "Downton Abbey"
  • Maggie Smith por "Downton Abbey"
  • Jessica Lange por "American Horror Story: Asylum"
  • Julianna Margulies por "The Good Wife"
  • Claire Danes por "Homeland"
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA:
  • Alec Baldwin por "30 Rock"
  • Ty Burrell por "Modern Family"
  • Louis C. K. por "Louie"
  • Jim Parsons por "The Big Bang Theory"
  • Eric Stonestreet por "Modern Family"
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA:
  • Edie Falco por "Nurse Jackie"
  • Tina Fey por "30 Rock"
  • Amy Poehler por "Parks and Recreation"
  • Sofia Vergara por "Modern Family"
  • Betty White por "Hot in Cleveland"
MELHOR ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE:
  • Clive Owen por "Hemingway & Gellhorn"
  • Ed Harris por "Game Change"
  • Woody Harrelson por "Game Change"
  • Bill Paxton por "Hatfields & McCoys" 
  • Kevin Costner por "Hatfields & McCoys"
MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE:
  • Alfre Woodard por "Steel Magnolias"
  • Julianne Moore por "Game Change"
  • Sigourney Weaver por "Political Animals"
  • Nicole Kidman por "Hemingway & Gellhorn"
  • Charlotte Rampling por "Restless"
MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE TELEVISIVA:
  • "Game of Thrones"
  • "Homeland"
  • "Breaking Bad"
  • "Sons of Anarchy"
  • "Walking Dead"
  • "Boardwalk Empire"