Dir.: Rodrigo García; Escrito por Glenn Close, John Banville e Gabriella Prekop; Com Glenn Close, Mia Wasikowska, Aaron Johnson, Janet McTeer. 2011 - Paris Filmes (113 min. - 14 anos)
Imagine se você tivesse que se esconder por trás de algo que você não é por toda a vida. Imagine o quanto a sua vida seria difícil, tendo que atuar o dia todo por todos os dias. É disso que trata "Albert Nobbs".
Co-escrito e estrelado por Glenn Close, o longa baseado no conto (que depois virou peça, também estrelada por Close) "The Singular Life of Albert Nobbs" conta a história de uma mulher que para arranjar um emprego decente e assim conseguir sobreviver tem que se travestir de homem.
Obviamente, por abdicar qualquer traço de sua origem feminina, a protagonista sente-se solitária e deslocada naquele mundo. Entretanto, quando ela descobre uma outra mulher de realidade semelhante à sua, Nobbs decide que vai tentar realizar o seu sonho de possuir uma pequena loja e arranjar uma companheira, para assim não se sentir tão sozinha.
O longa, dirigido por Rodrigo García (filho do escritor Gabriel García Marques), possui uma bela e comovente história, como também conta com ótimos desempenhos de seu elenco, principalmente Close, que nos faz sentir pena, mas ao mesmo tempo admiraçao pelo curioso sr. Nobbs, e Janet McTeer, ótima como Hubert Page, uma mulher que se disfarça de homem e que faz Albert querer mudar a sua vida.
A fotografia, a direção de arte e os figurinos são muito competentes, assim como a maquiagem que masculiniza Glenn Close, transformando-a em Albert Nobbs (mesmo que de início cause um estranhamento natural, com o passar do filme o espectador nem se lembra mais de que é uma mulher quem interpreta o personagem principal.
Indicado a três Oscars - atriz, atriz coadjuvante e maquiagem -, o único prêmio que tem chances de levar é o de maquiagem, mas ainda assim "A Dama de Ferro" pode levar. É realmente uma pena que Close e McTeer não levem os prêmios que merecem pelas suas ótimas atuações, afinal Meryl Streep e Viola Davis são de longe as favoritas para categoria de atriz e Octavia Spencer já é certa para ganhar o Oscar de atriz coadjuvante. Mas não são esses pequenos poréns que vão tirar o brilho do bonito "Albert Nobbs".
NOTA: 3.5/5

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